domingo, 17 de maio de 2009

Realmente essa coisa de gravidez é interessante. Mesmo depois de 6 meses eu só consigo pensar em barrigudas :-) Em três meses, três cursos de yoga para gestantes, e as aulas... que delícia!! Eu sempre pensei em dar aula para gestantes mas com certeza não seria a mesma coisa.

Pois é! Mais um presente da minha pequena. Um novo foco de trabalho.

sábado, 16 de maio de 2009

Mesversário - 6 meses!


A correria tem sido tão grande que nem pude escrever no dia mas o fato é que se passaram 6 meses. Ela já esta craque em ficar sentada, muito dificil cair mas as vezes ainda bate o cabeção no chão e chora... tão fofa :-)


E como sentar já perdeu a graça o lance agora é tentar ficar de joelhos no chão. Ela passa por cima das pernas e se equilibra nos braços e joelhos, mas ainda precisar aprimorar. Já começou escalar o berço, outro dia conseguiu se agarrar e ficar de joelhos, achou o máximo e eu também!


Mas a grande novidade do 6º mês é a introdução de alimentos. Estou muito feliz que consegui amamentar minha pequena gorduchinha (7.300 kg hoje) apenas com meu leite durante os primeiros seis meses e agora aos poucos vamos apresentando o fantástico mundo dos alimentos. Como todo bebê, leva tudo na boca então quando viu a colher com batata, arregalou os olhos e a boca, mas foi só até aquele pedacinho minúsculo de batata chegar na garganta. Vomitou tudo! No outro dia tentamos mamão e a primeira reação foi igual a da batata mas insistimos um pouquinho e até que rolou. Ela faz a maior cara feia, como se tivesse tomando remédio mas acaba engolindo e achando graça.

O pediatra explicou: primeiro ela vai aprender a engolir e só depois mastigar e aí sim é que a alimentação com comida fica mais séria, mas que até um ano de idade o principal é o LM (leite materno) e a comida é complemento. Então estamos assim, encarando a introdução de alimentos como uma gostosa brincadeira, sem neuras e ansiedades, respeitando o tempo dela.

Outra novidade é a conversa, vira e mexe ela desembesta a "falar", e é diferente dos gritinhos que ela faz desde o primeiro mês, agora ela mexe o maxilar e balbucia sons engraçadíssimos. É a coisa mais linda aquele queixinho e as bochechas mexendo. A foto mostra uma dessas conversas, depois de 352 tentativas consegui tirar uma nítida. Mas valeu a pena ;-)

sábado, 9 de maio de 2009

Meu primeiro dia das mães


Meu primeiro dia das mães como mãe. Assim como pessoa sou uma mãe em fase de construção, começando a entender o significado dessa palavra tão mágica. Mas não vim aqui hoje para falar de mim como mãe e sim como filha.

Uma homenagem a minha mãe, ou melhor, mamãe... por que é assim que eu a chamo desde sempre. A pessoa que me fez como pessoa, e que sempre, absolutamente todas as vezes está ao meu lado, me apoiando, ensinando e amando. A pessoa que se especializou em desenvolvimento infantil e relações humanas.. rs com horas interminaveis de dedicação. Especialista na arte de amar, de dar sem esperar receber em troca. Impressionante como a família inteira requisita ela para tudo, tanto nas ruins quanto nas boas ocasiões. Tímida e discreta porém cativante. Delicada e sensivel porém forte, muito forte. Realmente é impossível expressar algo tão grande em palavras, qualquer tentativa é totalmente frustrante.

Dizem que avó é ser mãe só com a parte boa da história, não precisa educar, dar bronca, só fazer os caprichos e amar. Sorte da pequena meninoca nariz de pipoca por ser neta de uma pessoa como ela.

Aí vai um texto muito interessante que recebi e que claro descreve ela, a minha MÃE.

MATERNAR

Maternar não existe nos dicionários.

Não é reconhecido como verbo,

Mas pode ser percebido plenamente nas ações de uma mãe.

Ele é conjugado nos pequenos gestos diários

Nos cuidados com a saúde e alimentação dos filhos

Nas noites mal dormidas a espera de notícias

Nos conselhos, nos afagos, nas descobertas e surpresas.

O verbo maternar é refletido através das lágrimas

derramadas por tantas e todas as mulheres

Ou pelos sorrisos de encanto e de orgulho,

Esperança de uma felicidade plena.

Todas as mulheres?

Sim! Todas!

A maternidade não pertence apenas àquelas que vivenciaram a gestação

E a luz.

Está nas entranhas desse sexo tão forte

Fazendo parte do cimento que constrói a feminilidade

As mães maternam suas crias,

Continuidade de seu próprio existir.

Muitas outras mulheres maternam,

Seus sobrinhos, seus afilhados,

Seus animais de estimação, seus irmãos,

Seus pais e seus homens.

Amores e amantes eternos.

Nesse labirinto de encontros e desencontros

Conjugamos o maternar e, com ele

a possibilidade de amar, acarinhar, realizar,

Crescer, orgulhar, sofrer, acertar, errar, mudar, permanecer,

Buscar, enfrentar, sentir, encantar, descobrir:

VIVER

Graça Costa

Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento


Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento, uma Iniciativa da Alliance Francophone pour l’Accouchement Respecté (AFAR) desde 2004 .

Este ano o tema abordado será “O aumento das taxas de cesáreas no mundo”, e o slogan original da Parto do Princípio não poderia ser mais adequado: “Pelo fim das cesáreas desnecessárias, por uma nova forma de gestar, parir e nascer”.

A exposição visa incentivar a escolha segura e consciente da via de parto, preservando o vínculo afetivo mãe e filho, a amamentação na primeira hora de vida e o parto humanizado. Além de cerca de 30 fotos e seus cartões explicitando os mitos que rondam o parto em questão e que seriam motivo para uma cesárea possivelmente mal indicada , usaremos banners para divulgar a Rede, expôr os riscos da cesárea para mãe e o bebê e atentar para altas taxas de cesárea nos hospitais brasileiros.

A exposição acontecerá simultaneamente em várias cidades. Para saber mais visite o site da Parto do Princípio.

domingo, 26 de abril de 2009

Televisão, uma reflexão.


Estive pensando sobre o interesse da minha gordinha sobre o computador e a televisão. É impressionante como ela fica vidrada nos desenhos e vídeos do youtube. Hoje é bonitinho ver tantas dobrinhas e seus pezinhos redondos, mas sabiam que existem estudos que comprovam a relação entre a obesidade infantil e o uso da televisão e dos computadores? Óbvio que não estou falando que vou fazer dieta com ela, mesmo por que ela só mama no peito, mas criança/adolescente obesa significa adulto obeso com predisposição a inúmeras doenças como diabetes, hipertensão, câncer, entre outras, podendo se tornar crônicas. Isso sem contar todo aspecto emocional e social.

Já ouvi diversas vezes de amigos distintos: “olha que bonitinho o Zezinho assiste 36
4 vezes, por dia, o filme do Rei Leão” ou então “ela tem só quatro anos e já sabe fazer tudo no computador, não é lindo?” Será mesmo? Comecei a me questionar sobre o quanto pretendo restringir o acesso da minha pequena a esses dois aparelhos eletrônicos (e nem to contando o videogame hein) e achei algumas fontes interessantes, como essa entrevista feita com um professor de matemática da USP, Valdemar Setzer, que é totalmente contra o uso destes. No site dele tem muita informação sobre o tema.

É claro que essa é uma discussão ampla e que dá muito “pano pra manga” principalmente quando entramos no mérito computador, mas é fato que nossa cultura capitalista tem todos os motivos para querer que nosso acesso aos dois seja ilimitado. Não basta mais ter uma televisão, ela tem que ser tela plana de LCD e de 32 polegadas ou mais.

Será loucura ou utopia abolir a televisão de nossas casas? Será loucura restringir o uso do computador por nossas crianças? Ou o legal mesmo é deixá-las sujeitas ao “interessante” mundo dos
orkuts, msns e programas do Faustão da vida?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mesversário – 5 meses!


Muitas conquistas e descobertas. Engraçado pensar que se passaram apenas 5 meses. A intensidade, as mudanças e a quantidade de informações vividas nesse período me fazem acreditar que faz muito tempo que ela nasceu. Escrevendo meu relato de parto e olhando as fotos pude perceber como ela cresceu. Pra ser bem exata, 15 centímetros com 3,400 kg a mais, e a gente pensando que o trocador e a banheira é que tinham encolhido.

Ela ta quase sentando sozinha. Se esta de barriga pra cima, vira de barriga pra baixo. Se esta de barriga pra baixo vira de barriga pra cima. Mas ainda precisa aperfeiçoar o rolamento, às vezes o corpo vai e o braço fica, e aí grita! Nem sempre ta disposta a trocar de posição. Tudo que pega leva na boca. Adora o chaveiro da florzinha, vitamina S (vitamina de sujeira) concentrada. Há poucos dias descobriu o dedão do pé e tem uma leve preferência pelo esquerdo. As trocas de fralda começaram a ficar mais complicadas.

Já acumula no currículo seu primeiro treeking feito em Santa Catarina, já dormiu na casa da vovó e nem deu trabalho, só dorme no berço, apesar de acordar na madrugada pra mamar, já apareceu na televisão peladona fazendo Shantala e esta craque em fazer cagadas homéricas dando banho de cocô na mamãe e no papai.

Adora tomar banho, de balde, de chuveiro, de banheira. Adora se ver no espelho, ficar de cabeça pra baixo, beijo no pescoço, acordar tarde, ouvir música, ouvir o papai tocando violão, fazer “carrinho” com a boca, assistir vídeo do youtube :-/ se diverte brincando com a minha garrafa de água. É toda simpática, vive distribuindo sorrisos, mas quando fica nervosa... sai de baixo! Tem uma garganta poderosa.

Assim foram esse primeiros cinco meses. Muitas descobertas, muitas conquistas, muitas risadas e um amor sem fim. Um amor totalmente incondicional.

terça-feira, 31 de março de 2009

RELATO DE PARTO


Um dia antes


Quarta-feira 12 de novembro, eu estava tão feliz com a chegada da bebéia da Carol, minha querida amiga que foi guerreira, lutou por um parto digno, agüentou firme (em casa) os pródomos e trabalho de parto irregular desde a madrugada de segunda e chegou ao hospital em fase ativa, com seis dedos de dilatação, teve sua pequena de parto normal, sem anestesia, com os plantonistas, provando que era possível assumir seu parto e receber sua neném de forma digna mesmo sem estar acompanhada de um médico disposto a ajudá-la. Eu e a Carol fizemos tudo juntas durante a gestação inteira, enjoamos, treinamos, dividimos dúvidas, expectativas, conhecemos o Gama, trocamos milhares de informações... era tanto que eu brincava que elas iriam combinar de nascerem juntas. Enfim, voltando à quarta-feira, tive que fazer um esforço enorme pra não sair correndo pro hospital para visitá-las, mas me segurei, pois sabia que ela estava cansada e ia receber um monte de visitas. Fui dar aula a noite e na volta resolvi parar no mercado pra comprar os últimos itens pro PD, no caminho, em plena marginal, tive uma contração. Uma sensação estranha que começou na parte baixa do abdômen e foi percorrendo até a lombar deixando as pernas ligeiramente adormecidas, durou alguns segundos e passou. Comprei o que tinha pra comprar no mercado, fui jantar na casa da minha mãe e estava tão certa que ainda faltava umas duas semanas pra acontecer que até esqueci de comentar com ela sobre a contração. Fui pra casa, arrumei minhas coisas pois tinha consulta com a Dra. CC e queria visitar a Carol logo pela manhã, estava ansiosa pra conhecer o rostinho da neném e saber, com detalhes, como tinha sido.

O começo

As 3:15 da manhã acordei com dor, fui ao banheiro, voltei pra cama, não consegui dormir. Fiquei tentando achar uma posição, mas não achei nenhuma que fosse confortável, fui de novo ao banheiro, voltei pra cama, continuava desconfortável, levantei. Talvez por causa do sono eu não conseguia entender muito bem o desconforto, sabia que o que senti no carro tinha sida uma contração mas, de verdade, achava que estava longe de entrar em trabalho de parto. Sentei no sofá, me senti melhor, liguei a TV mas não assisti nada, comecei a pensar na Carol e na sua bebê, adormeci sentada. As 4:20 a bolsa estourou, mas só percebi quando já tinha molhado todo o sofá, fui pro banheiro, fiquei olhando a água escorrer pelas pernas e pensei: “Mas já? Hoje ainda é dia 13.” Desde o início eu preparei meu psicológico para o final do mês e mesmo com a DPP para 09 de novembro eu falava pra todo mundo que ainda estava de 39 semanas. Voltei pro sofá e dessa vez deitei e tentei dormir um pouco e descansar pois sabia que podia ser só o começo de uma longa jornada. Não consegui dormir e não consegui ficar deitada, era extremamente desconfortável. Sentei na bola (daquelas de fisioterapia) fiz uns exercícios pra relaxar...

Será que tinha mesmo chegado à hora? Será que eu estava preparada? Será que eu ia dar conta do recado? Por um momento bateu um medo e uma insegurança que até então eu não tinha sentido. Eu li, pesquisei, ouvi e assisti tudo que eu pude sobre parto, me preparei durante nove meses, comecei a lembrar das reuniões do Gama, das conversas da lista, dos relatos de parto, das conversas como a minha obstetra querida e do sorriso contagiante dela. Me lembrei também da voz calma da doula e acalmei, sabia que tinha do meu lado pessoas que me ajudariam e me apoiariam. Acho que sim, estava preparada, se é que se pode dizer isso. Me sentia preparada pra aceitar o processo, pra me deixar levar e pra viver a experiência mais intensa de toda a minha vida.

TP engrenando

As dores começaram aumentar e as 7:00 acordei o Dé porque estava com fome e sabia que precisaria de energia pra agüentar as próximas horas. Lembro dele com uma carinha de sono sorrindo e dizendo “chegou a hora baixinha?” Me deu uma vontade chorar de felicidade. Ele levantou preparou um café e a partir daí as dores já estavam bem mais fortes. Comi mamão e torradas com manteiga. Opa! O negócio ta aumentando. Fui pro chuveiro, que delícia a água quente caindo na lombar. O Dé ligou pra médica que deu algumas instruções e pediu pra ele ligar pra doula quando as contrações estivessem mais regulares. Sai do chuveiro, voltei pro sofá. A contração vinha e ele fazia massagem na lombar, fui mostrando pra ele onde e como ficava mais confortável. Nossa que alivio! Mais ou menos dessa hora em diante perdi a noção do tempo, não olhei mais no relógio e entrei na partolândia. Lembro dele ligando pra doula que me contou depois que soube que era hora por que me ouviu gritando no fundo..rs. As contrações aumentando, me dava vontade de fazer xixi, acabei vomitando tudo que tinha comido. De olhos fechados, lembro dele explicando pra doula o caminho de casa e dela sentando ao meu lado, calma, me pedindo pra relaxar, “deixa a contração vir, relaxa”. Eu estava me sentindo totalmente apoiada com o Dé ao meu lado, mas ouvir a voz tranqüila dela me deixou ainda mais segura. O medo e a insegurança haviam desaparecido. No quarto da neném eles montaram e começaram a encher a banheira, eu de olhos fechados. Cada vez que começava uma contração ele vinha correndo na minha direção, fazia massagem, me dava a mão. A médica chegou e pediu pra fazer um exame de toque, 4 centímetros, “ta ótimo” ela disse. Eu tava loca pra cair na água. Banheira cheia, outra sensação maravilhosa. O Dé continuou de lá pra cá e sempre que vinha a contração vinha correndo me abraçar. A doula teve que sair, lembro dela explicando pra ele que voltaria mais tarde e que viria alguém pra ficar no lugar dela, não achei ruim nem fiquei apreensiva, eu estava totalmente tranqüila com ele ao meu lado. A doula substituta chegou não sei que horas, em uma das vezes que abri o olho, ainda dentro da banheira, ela estava ali ao meu lado, serena, tranqüila, e depois que o Dé falou “pode tirar foto a vontade, ela vai brigar comigo se eu não tirar nenhuma foto”..rsrs ela começou sutilmente bater fotos.

Na banheira passei calor, passei frio, mudei de posição várias vezes, ela era enorme dava pra entrar todo mundo que tava ali de uma vez só. “Caramba, faz muito tempo que estou aqui, será que já estou com 10 centimetros? Devo estar, tomara, to cansada” a médica apareceu e fez mais um toque, 7 pra 8 dedos “muito bom, você ta indo super bem” e eu “Ainda?!?” Resolvi sair da piscina, pendurada no pescoço do Dé fui até o banheiro, achei que queria usar, não fiz nada e não tinha vontade de fazer força. Voltei pro quarto, deitei de lado, de barriga pra cima era impossível, de lado era menos pior. Queria dormir um pouco, descansar, mas quando pensava nisso vinha outra contração. O Dé deitado comigo, me dava uma mão e com a outra fazia massagem. Deitada não consigo, preciso sentar, outra contração, banheiro... e lá ia eu pendurada no pescoço dele até sentar no vaso. O cansaço era imenso, me sentia sem forças, olhei pra ele e disse quase chorando “gatinho, não estou mais agüentando, to muito cansada”. Era a hora P, aquele momento que você pensa “não quero mais”, a hora da transição. Como num passe de mágica a médica apareceu ao meu lado, pois a mão na minha perna e disse “Querida você ta indo super bem, é assim mesmo. Se você tiver vontade de fazer força faz na cama, não tem problema se sujar.” Aquela frase e aquele olhar foi como se ela tivesse me dado uma injeção de ânimo, voltei pra cama e relaxei. Na cama comecei a sentir vontade de fazer força. Fui pra banqueta, pensei na banheira e consegui raciocinar que a água tava fria e que ia dar muito trabalho esquentar. Além do mais, não queria que ninguém saísse de perto de mim, principalmente o Dé. A vontade de fazer força foi aumentando. Espelhinho, lanterna, o quarto estava na penumbra e eu não fazia noção da hora. Equipe toda em volta. A vontade de fazer força cada vez mais intensa e numa dessas eu me senti tonta e quase cai. A doula correu na cozinha, me deu duas colheradas de mel e pronto, melhorei na hora. Mais vontade de fazer força e a médica dizia “quando vier a vontade faça o máximo de força que você conseguir e depois relaxa, canaliza sua energia, é a sua bebê que ta chegando”.

O expulsivo

É a sua bebê que ta chegando. Toda vez que lembro dessa frase tenho vontade de chorar. E na hora eu simplesmente não atinava. Era real e ao mesmo tempo não era real. Quem ta chegando? Aonde? rsrs Eu estava literalmente em outro plano e sentia isso, visualizava isso, mas sinceramente não consigo explicar em palavras. Eu sentia o movimento dela dentro do canal de parto. Sentia cada milímetro de movimento dentro de mim. Sentia que ela estava descendo, chegando. De repente, “olha o cabelinho!” a médica colocou o espelhinho e nós vimos o cabelo. Tenho essa imagem gravada na minha memória como uma foto. Mais força e aí uma sensação de ardência. Mais força e eu vi a cabeça. A doula falava “relaxa, pensa no seu períneo”. Mais força, o círculo de fogo pegando fogo mesmo, olhei pra médica e falei “ta ardendo muito”. Mais força e ela veio. Que alívio. “Uau, como ela é grande!” pensei. Direto pros meus braços, olho arregalado, vivo. As lagrimas rolando pelo meu rosto “Oi minha querida, é a mamãe e o papai” outra imagem que tenho gravada na memória, nítida, viva. A equipe inteira saiu do quarto e ficamos nós três lá, se conhecendo, eu e ele chorando, ela olhando. Só deu um chorinho quando a pediatra pediu licença pra auscultar. Dé cortou o cordão. Foram pro banho, ele e ela e eu fui pra cama. Minha placenta demorou um pouco mas assim que a neném mamou a placenta saiu. Não tive nada de laceração. Não fiz epsiotomia. Ela nasceu às 18:14 pesando 3600Kg. Linda!

A equipe foi embora e ficamos nós três, juntinhos, eu e ele exaustos e ao mesmo tempo eufóricos. A casa envolta por aquela energia maravilhosa. A cama desarrumada, ela dormindo como um anjo, de gorrinho na cabeça, no meio do edredon que parecia um ninho. Dorme minha pequena, descansa porque muita coisa nos espera.

Agradecimentos

A AC, ao GAMA, a lista e todas essas mulheres maravilhosas que me mostraram um mundo novo.

A Carol e sua gorduchinha, vocês foram imprescindíveis no nosso processo de gestação e parto. É maravilhoso fazer parte da vida de vocês e poder dividir tantos momentos, conquistas e felicidades.

Aos meus pais pelo apoio incondicional e mesmo sem saber dos planos de parto em casa por não terem me julgado. Por serem sempre tão sutis e delicados, mesmo quando não concordam plenamente com as minhas decisões.

A equipe pelo carinho e compreensão. Por ter acreditado em mim e nos conduzido de forma tão amorosa e respeitosa.

Ao meu querido companheiro, simplesmente não tenho palavras para expressar tamanha admiração. Você foi sempre a primeira pessoa a me apoiar e acreditar. Pariu junto comigo. Foi fundamental e maravilhoso em todo o processo.

A minha neném por me proporcionar a experiência mais intensa e sublime de toda a minha vida. Por ter me escolhido como mãe. Por ter mudado minha vida e minha alma!